O ERRO JUDICIÁRIO
Oh mano, é osso ficar do lado de cá! Cuida do meu filho aí!
Palavras com um tom de sofrimento de alguém que suplica um favor de outro alguém que chora um erro judiciário, acontecido, e não reparado nos anos dourados.
Porque anos dourados,? [Porque foi uma época linda na vida de um jovem que junto seu irmão gêmeo, viviam uma vida tranqüila ao lado da família, e hoje só resta à lembrança, e este filho que Henrique Paulo tem.]
Família de sete pessoas: Francisco, Bento, Thiago, Clara, Marcelo, Paulo Henrique e Henrique Paulo. Bento era o Velho pai bondoso, que criava os filhos dentro do Evangelho. Aprontava as cinco crianças, ou os cinco meninos, e conduziam-os ao caminho do bem, pois era um conhecedor do evangelho, juntamente com D. Clara que lutava junto ao marido com um carrinho de cachorro quente, em frente aquela faculdade de Direito , com aproximadamente quinhentos alunos, no período da tarde e noite. Onde aquela guerreira junto à Bento angariava fundos, para dar uma vida digna para aqueles “cinco hominhos” dizia ela. Francisco o mais velho, trabalhava em uma fábrica têxtil, como tecelão em horários alternados, para cumprir oito horas diárias, que era prática daquela fábrica, já havia comprado uma bicicleta com o dinheiro do seu próprio sustento, pois não podia ter carro ou moto, uma vez que ainda não atingira a maior idade. Marcelo era o segundo filho e estudava música com o filho do pastor daquela igreja evangélica onde congregava, pois o mesmo dava aulas de teoria musical, era professor de música e regia o coral da igreja.Tiago era o caçula, vivia enrabichado com a mãe, era até gordinho, pois era comilão, adorava o sanduíche da mãe, e amava o tempero e o vinagrete que D.Clara preparava. As alunas da faculdade o chamavam de “Fofinho” e como era moreninho claro e filho e uma mulher mulata clara, tinha uma cor de Jambo, realmente era bonito.
Paulo Henrique e Henrique Paulo foram os terceiros a nascer, gêmeos com diferença de minutos quando nasceram muito parecidos, que se um mandasse o outro no ao lugar dele pra namorar a mesma moça, ela não os reconhecia, exceto uma tatuagem que Henrique Paulo tinham na perna, era duas máscaras caricaturas simbolizando o teatro.
O pai, irmão Bento, era assim chamado, onde estava, gostava de falar sobre o Evangelho, e os amigos assim o apelidaram carinhosamente; gostava de ensinar os meninos a dirigir sua Kombi, colocava desde o mais velho até o mais novo atrás do volante, acelerando o aprendizado dos filhos, -- Cuidado irmão Bento, a policia vai ver os meninos dirigindo este carro!!!! Diziam os vizinhos. Mas Bento queria acelerar este processo, parecia até que queria que os filhos emancipassem para a vida.
Paulo Henrique, um dos gêmeos adorava andar de Skate, seu pai comprou cotoveleira e joelheira para o menino não se machucar quando caia, pois eram muitos os tombos. Mesmo com a menor idade, e contrariando a vontade dos pais e a doutrina da igreja, Paulo Henrique copiara a teimosia do irmão e tatuou o braço esquerdo com um palhaço artístico, ocupando toda a parte do antebraço.
Eram bons filhos, estavam todos os domingos na escola dominical, onde aprendiam cantar hinos, ouvir palestras bíblicas dos preletores e até tinham aulas de teatro gospel naquela igreja que iam com prazer. Na medida em que o tempo ia passando, os rapazes iam se transformando da adolescência para a fase juvenil, e a coisa começavam a apertar para irmão Bento, pois fazia entregas de compras em um Supermercado “ Supermercado Rochedo”, local onde levava os gêmeos e deixava-os tomando conta das compras dos fregueses do mercado, enquanto fazia outras entregas.
Vida regada de carinho que irmão Bento oferecia aos cinco filhos, mesmo lutando com dificuldade, trazia seus filhos dentro de um circulo de amizades honestas. Os gêmeos eram um pouco mais arteiros, arranjavam confusão na escola, onde sua mãe era chamada na diretoria, para ouvir reclamações dos diretores. Certa vez um dos gêmeos, Paulo Henrique, armou uma confusão com outros alunos, e houve maior brigueiro na frente da escola, pois um não deixava o outro apanhar. Eram terríveis, atingiram a maior idade e piorou tudo, pois aprenderam a fumar escondidos do pai e longe da mãe, mas coração de mãe não se engana D.Clara sentiu o cheiro do fumo na roupa dos meninos, e aí foi aquele esculacho, falou um montão com aqueles dois ingratos, e sempre reclamava -- Eu me mato de trabalhar, e vocês nem reconhece? Francisco também viu Henrique Paulo comprando um maço de cigarros, chamou-o, aconselhou-o, mas era tarde já tinham adquirido este mau hábito.
Os dois começaram a fazer pequenos furtos, pois não queriam se sujeitar a ganhar só uns trocados, ajudando o pai no supermercado.
Foram pegos fazendo um furto de tênis em uma loja de um shoping, e foram levados à uma delegacia. E ferraram com os meninos de D.Clara, flagrante de roubo, pois já haviam atingido dezoito anos e dez dias.
D.Clara chorava junto ao irmão Bento, naquela igreja em dias de circulo de oração, onde suplicavam a Deus, a recuperação daquelas duas jóias, diziam eles.
Agora as viaturas de policia sempre os paravam para averiguar, pois adquiriram fama de ladrões, e a coisa ficou preta para aquela família. Paulo Henrique roubou uma moto, e ficou dois meses andando com ela, ia às bocas de fumo buscar drogas pros amigos, fazia pequenos furtos à postos de gasolina, e pequenos bares, já estavam se profissionalizando. Um dia os dois foram roubar um homem que saia de um caixa eletrônico e quando iam fugir avistaram uma viatura se aproximando, onde se apavoraram e fugiram, houve perseguição mas num obstáculo destes chamados quebra-molas, Henrique Paulo caiu com uma sacola contendo dinheiro, seu irmão nada pode fazer, fugiu com a moto, e Henrique Paulo foi autuado em flagrante, foi pra cadeia e agora a coisa era feia, não era mais primário e foi mandado para um presídio cumprir seis anos de prisão em regime fechado.
Paulo Henrique fazia visitas periódicas ao irmão, levava cigarro, alimento, roupas, até uns cigarrinhos de maconha escondido nos utensílios do irmão, pois não fora descoberto quando estava junto no dia do roubo.
Passaram-se três anos e Henrique Paulo já visitava os pais em dias específicos, Natal, Dia dos pais, Páscoa, faltava só o Juiz assinar liberdade provisória.
Paulo Henrique conheceu uma mulher que era muito exigente. Gostava de roupas de grife, só queria ir aos melhores motéis, sabia que ele era o Bicho, mas só queria andar de carro novo. O cara fazia tudo pra mina, um dia foi roubar uma locadora de carros, o segurança reagiu e Paulo meteu fogo no segurança ferindo-o mortalmente. Fugiu do local, buscou a namorada e ficaram escondidos na favela.
O vendedor de carros conhecia Paulo Henrique, e no momento do assalto falou seu nome, e aí a coisa ficou brava pra Paulo Henrique. A policia apertou o vendedor que caguetou Paulo, onde fora autuado em latrocínio após sua captura.
Crime hediondo, -- Agora não tem mais jeito, não posso fazer mais nada! Disse o pai chorando abraçado ao filho, que pedia perdão ao pai e a mãe. ---Meus Filhos Deus é que pode Perdoar! Dizia D. Clara com os olhos inchados de tanto chorar.
Paulo Henrique saiu da cadeia em liberdade assistida e todo mês ia ao fórum da Comarca assinar o alvará de soltura, já estava freqüentando a igreja novamente e trabalhando com o pai, que assim que o irmão matou o segurança sofreu um infarto e já não mais dirigia aquela Kombi que ensinara os gêmeos a dirigir.
Passaram-se alguns anos e Henrique Paulo já era um novo homem, freqüentava aquela igreja que aprendera a cantar quando era criança.
Um belo dia de sol quando estavam em um culto na praça da cidade, chegou uma viatura de policia, e um dos componentes da viatura chamou Henrique Paulo, que veio sem pestanejar, pois não tinha nada a temer, seu passado não existia mais.
Os policiais algemaram Henrique Paulo, que questionava a prisão, mas os policias tinham um mandato de busca para pegar o rapaz que fora reconhecido, indevidamente pelo frentista do posto de gasolina. Mas naquele dia que roubaram o posto, o rapaz Henrique Paulo estava longe dos olhos do frentista pois ficara após a esquina esperando o irmão para dar fuga, como era gêmeo não teve dúvida o frentista, e o ex-detento volta a ser detento novamente, pois as evidencias o condenaram a dois anos e como também não era primário ficou preso provocando assim um erro judiciário. .....
Esta história é algo assim que me emociona muito, pois os personagens são verdadeiros e existentes, e são meus amigos, e Henrique Paulo, (nome fictício) ainda sofre até os atuais dias dentro de uma prisão mesmo sendo vítima de engano aparente não tem como provar sua inocência, pois seu reconhecimento por parentes da vítima do homicídio acima mencionado, fora algo assim sobrenatural, hoje oramos ao Deus Misericordioso para proteger e tirar aquele jovem da prisão, pois seu sofrimento estende-se mais e mais.
Seu irmão Paulo henrique que ja se encontrava de liberdade provisória fora confundido por um meliante e o destino daquele jovem fora traçado em pleno gozo de sua liberdade, foi alvejado em frente seu velho pai em um assalto simulado, mas o que mais me intriga é que os ladrões não roubaram nada.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário